È o que mostra levantamento da OMC (Organização Mundial do Comércio), com 94 países.
Da Redação, com agência
Brasília - A exportação brasileira foi a quarta que mais cresceu no mundo no segundo trimestre deste ano, apoiada pela recuperação dos preços das commodities, mostra levantamento da OMC (Organização Mundial do Comércio), com 94 países.
As vendas brasileiras para o exterior avançaram 27,3% de abril a junho em relação ao primeiro trimestre deste ano. A expansão das exportações só perde para as de Uruguai (50%), Argentina (44,7%) e Austrália (27,5%) _todos países tradicionais exportadores de commodities, informa a Folha Online.
A recuperação das exportações brasileiras é resultado da retomada da economia global, que aumentou a demanda por matérias-primas (especialmente da China) e fez com que os preços das commodities (produtos básicos como minério de ferro e soja) também subissem.
As exportações mundiais cresceram, em média, 6,7% no segundo trimestre na comparação com os três primeiros meses do ano.
Na comparação com o segundo trimestre de 2009, porém, as vendas brasileiras não tiveram uma expansão tão significativa no quadro global. Com um avanço de 28,8% (não muito distantes dos 25,8% da média mundial), ficaram em 36º lugar entre as que mais cresceram.
No total, o Brasil vendeu para o exterior US$ 50 bilhões entre abril e junho e foi o 25º maior exportador global, ganhando três posições em relação ao primeiro trimestre do ano.
Já as importações brasileiras, com um avanço de 12% (o dobro da média mundial), ficaram em 27º lugar entre as que mais cresceram na comparação do resultado de abril a junho com o dos três meses anteriores.
Quando o cálculo é feito em relação ao segundo trimestre de 2009, porém, a expansão das compras brasileiras, de 56%, só perde para a do Paraguai, que importou 61% mais.
As importações mundiais tiveram, em média, avanço de 25,2% no segundo trimestre em relação aos mesmos meses de 2009.

Genebra - O real passou a ser alvo das apostas do mercado financeiro internacional. Segundo levantamento do Banco de Compensações Internacionais (BIS) - o "banco central dos bancos centrais" - o Brasil tem a maior expansão porcentual de contratos de derivativos nos últimos anos e o mercado de câmbio no País quase triplicou desde 2007, com o segundo maior crescimento entre todas as economias emergentes.
O real, segundo o levantamento com dados oficiais e coletados em mais de 1,3 mil agentes financeiros, é uma das duas moedas de emergentes que mais ganharam espaço no mercado mundial de divisas nos últimos três anos. A moeda já é a 20ª mais trocada por esse mercado.
Segundo o BIS, o mercado mundial de divisas cresceu 20% entre 2007 e 2010, com contratos fechados em cerca de US$ 4 trilhões por dia. Há três anos, o volume chegava a US$ 3,3 trilhões. Apesar da expansão, ela não ocorreu no mesmo nível do período de 2004 a 2007, quando foi de 72%.
Entre as moedas de países emergentes, o real foi um dos destaques, com o segundo maior crescimento em participação no mercado internacional, atrás apenas da lira turca. A moeda brasileira, que em 2007 representava 0,4% do mercado de divisas, passou a representar 0,7% em 2010. Há 12 anos, a taxa era de apenas 0,2%.
A participação de 0,7% é pequena, principalmente em relação ao dólar, com 85%. Mas o BIS admite que a expansão chama a atenção pela velocidade. O levantamento mostra ainda que o Brasil foi o país onde o mercado de derivativos mais se expandiu nos últimos três anos. Entre 2004 e 2007, o volume negociado diariamente no Brasil caiu de US$ 900 milhões para US$ 100 milhões. Mas neste ano atingiu US$ 7,5 bilhões. As informações são do jornal O Estado de São Paulo .
O presidente de Moçambique apontou as quatro grandes prioridades da política industrial moçambicana, por ocasião da inauguração da Feira Internacional de Maputo (FACIM-2010).
Da Redação
A grande preocupação da indústria nacional é com a possibilidade de o programa beneficiar países como a China.
Da Redação, com Agência Brasil
São Paulo - O governo espera implementar, até o final deste ano, o programa Duty Free Quota Free, que prevê a retirada das tarifas de importação cobrada dos 49 países mais pobres do mundo. Mas o programa vem gerando controvérsia entre empresários brasileiros. Na tarde de hoje (30), industriais e representantes do governo estiveram reunidos, em São Paulo, na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), para discutir o programa.
O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), Roberto Proença de Macêdo, recebeu na última quinta-feira, 26 de agosto, uma comitiva de ministros de Guiné-Bissau. Eles vieram ao Ceará em busca de parcerias visando ampliar o beneficiamento da castanha de caju naquele país a fim de agregar valor ao principal produto de sua pauta de exportação.Artigo publicado na edição de hoje do diário britânico compara ajuste feito por Lula no início do governo com as medidas que o governo grego precisa tomar agora.
Da Redação
Londres - A Grécia deveria aprender com o Brasil "a lição de como um governo de centro-esquerda pode transformar o rigor fiscal em ganho político", segundo afirma um artigo publicado nesta quarta-feira pelo diário britânico Financial Times.
O texto, assinado pelo editor de economia internacional do jornal, Alan Beattie, comenta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumiu o cargo "em meio ao pânico sobre uma iminente bancarrota do governo e está prestes a deixá-lo luxuriando-se em uma antes inimaginável popularidade nas nuvens", noticia "O Estado de S. Paulo".
A Grécia, governada pelo primeiro-ministro socialista George Papandreou, vem há meses enfrentando a desconfiança internacional sobre sua capacidade de honrar com sua dívida.
O jornal comenta que Papandreou "herdou essa confusão de seu antecessor incompetente e mentiroso" e que "resolver essa bagunça pode criar uma narrativa política poderosa de recuperação e redenção".
Ao citar o exemplo brasileiro, o artigo observa que quando Lula foi eleito, em 2002, o Brasil havia recém recebido um empréstimo de US$ 30 bilhões do FMI, o maior da história até então, para tentar conter a queda acentuada da confiança sobre a solvência do país.
O texto observa que Lula ignorou os "cantos de sereia" para anunciar uma imediata suspensão do pagamento da dívida ao assumir o cargo e adotou uma dura meta de superávit fiscal primário ainda mais alta do que o FMI pedia.
O jornal relata que em um ano o Brasil havia recuperado a confiança dos investidores internacionais e não se falava mais sobre a possibilidade de uma moratória.
"Os oito anos subsequentes - que, para sermos justos, aproveitaram o trabalho iniciado pelo governo anterior, de Fernando Henrique Cardoso - constituíram um raro período de sucesso para a democracia social na América Latina", afirma o jornal.
"Ortodoxia fiscal, crescimento estável, alívio da pobreza por meio do emprego e do sistema de benefícios da Bolsa Família: todos são exemplos extremamente úteis em uma região onde o modelo de esquerda alternativo é o populismo brutamontes de Hugo Chávez", diz o artigo.
Para o jornal, porém, "tristemente" as chances de o atual governo grego conseguir repetir o sucesso brasileiro são pequenas.
A principal razão para isso é que o Brasil se aproveitou de um período de crescimento econômico mundial e preços de commodities em alta.
A Grécia, por sua vez, tem de fazer suas mudanças "em um ambiente internacional de consumidores relutantes e investidores temerosos", observa o jornal.
O jornal conclui afirmando que provavelmente a Grécia não terá como escapar de declarar uma moratória para reestruturar sua dívida, mas que não deverá fazer isso imediatamente, para ter tempo de resolver outros problemas estruturais de sua economia e para permitir aos investidores se prepararem para isso e evitar assim uma contaminação para o resto da economia europeia ou mundial. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Lubango, Angola, 24 Ago - Os empresários angolanos e estrangeiros investiram um valor estimado em mil milhões de dólares no Parque Industrial da Huíla ao longo dos últimos oito anos, de acordo com o estatal Jornal de Angola.
O jornal acrescenta que aquele montante foi aplicado na construção de novas unidades, ampliação da capacidade produtiva das antigas indústrias, apetrechamento com equipamentos modernos e formação dos operários, fazendo com que o parque industrial da cidade do Lubango tenha extravasado da sua área original.
Nesse período de tempo, adianta o Jornal de Angola, o investimento efectuado no Parque Industrial da Huíla concedeu à província uma certa autonomia no abastecimento da população em bens de consumo.
Entre as unidades fabris novas e ampliadas, o destaque vai para a Emanha, Granisul, cervejeira Ngola, Laranjinha Agro-industrial, Nova Cerâmica, Lacticínios, Água da Chela, Emadel, Frigohuila, Moatril, Nova Cimor e produtoras de materiais de construção e de mobiliário.
Os postos de empregos proporcionados pelo desenvolvimento industrial da serra da Chela, desde o final da guerra civil em 2002, rondam seis mil directos e mais de trinta mil indirectos.
O sucesso alcançado no sector produtivo e agrícola esteve exposto na Expo-Huíla/2010, em que participaram também expositores de Itália, Portugal, Namíbia, Zimbabué, África do Sul e China, entre outros.
Pela primeira vez desde a sua criação, a edição deste ano da Expo-Huíla decorreu com todos os espaços disponíveis ocupados por 150 empresas de transformação de diversos produtos nacionais e estrangeiras. (angolahub)
Luanda, Angola, 23 Ago - A subsidiária angolana do grupo brasileiro Build Brasil alterou a sua designação para Build Angola e lançará hoje um novo projecto habitacional orçado em 50 milhões de dólares, anunciou sexta-feira em Luanda um dos sócios da empresa.| Angop | |
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| Presidentes da Assembleia Nacional de Angola, António Paulo Kassoma, e de Moçambique, Verónica Macamo Ndlovo | |
Maputo (Dos enviados especiais) - Angola e Moçambique assinaram hoje, quarta-feira, em Maputo, um Programa de Cooperação Parlamentar para 2010/2011, visando a materialização do protocolo existente neste domínio, desde 2003.
Rubricaram o documento os presidentes da Assembleia Nacional de Angola, António Paulo Kassoma, e de Moçambique, Verónica Macamo Ndlovo.
O programa vem dar resposta à necessidade que os dois órgãos legislativos têm em pôr em prática o Protocolo de Cooperação assinado em Novembro de 2003, que prevê um maior intercâmbio, nos diversos domínios.
Deste modo, Angola e Moçambique possuem agora um documento que abre novas perspectivas na cooperação que deverá abranger a actividade legislativa, representativa, fiscalizadora, bem como a nível da diplomacia parlamentar.
As acções constantes do programa compartam o intercâmbio de experiências, visitas de estudo e jornadas alusivas às datas comemorativas e outros eventos de interesse nacional, prevendo igualmente a integração de novas tarefas que se acharem relevantes.
No domínio da diplomacia, as partes acordaram em estabelecer uma concertação permanente no contexto das organizações parlamentares internacionais em que estão inseridas, como no Fórum Parlamentar da SADC, na Assembleia Parlamentar da CPLP, no Parlamento Pan-Africano, União Parlamentar Africana, União Interparlamentar e Assembleia Parlamentar Paritária África Caraíbas e Pacífico e União Europeia.
Dada a urgência da execução das acções, os dois parlamentos definiram já datas para a sua realização, devendo acontecer já o primeiro intercâmbio de experiências entre as comissões de trabalho em Novembro deste ano.
O programa foi assinado na sequência de uma visita que o presidente da Assembleia Nacional de Angola, Paulo Kassoma, efectua desde segunda-feira, a Moçambique.
A comitiva angolana é composta pelos deputados Ângela Bragança, Alda Sachiambo, Samuel Daniel, João Fernandes Mucanda e Nuno Carnaval, bem como por funcionários seniores da Assembleia Nacional.
A Câmara Brasil-Portugal no Ceará (CBP-CE) marcou presença em Angola, no período de 10 a 18 de agosto, com o objetivo de concretizar transferência de tecnologia em agronegócio do Brasil. Representada pelo diretor de Agronegócios e diretor da Terra Quente Agropecuária, Carlos Duarte, a CBP-CE procedeu com a visita em atendimento a convite de empresários angolanos.
A comitiva, que contou com a participação dos empresários – e neste caso, investidores – General Manuel Carneiro e Luís Alçada, visitaram diversas localidades, principalmente nas províncias de Malange, Bengo, Luanda e Kwanza Norte. De acordo com Carlos Duarte, “foi possível identificar pontos privilegiados para a produção e processamento de alimentos fundamentais, como mandioca e feijão, e para horticultura, fruticultura, pecuária e piscicultura”. “Definimos projetos a desenvolver também nas áreas de produção de fitoterápicos e geração de energia proveniente de biomassas”, acrescenta.
Com o objetivo de oferecer sua contribuição para a revitalização da agricultura de Angola, o empresário General Manuel Carneiro pretende dinamizar os seus empreendimentos, hoje mais focados nos setores de construção e telecomunicações, para os campos da agropecuária e da agroindústria. “Podemos contribuir para desenvolver as comunidades rurais de Angola e, para tanto, já delineamos alguns projetos cooperativos de apoio à produção agrícola e pecuária familiar e comunitária”, explica o General. Já Luis Alçada, que atua no setor de seguros e já reside em Angola há mais de 40 anos, pretende alargar horizontes de negócio e, através de investimentos em agricultura, contribuir para o desenvolvimento sustentável da economia angolana.
“Nossos projetos acompanham a política oficial de diversificação da economia do Governo de Angola... E podemos contribuir significativamente com as comunidades-alvo de nossos investimentos”, considera Carlos Duarte. “Estes nossos esforços foram ainda mais estimulados quando percebemos o enorme dinamismo do setor de construção e obras públicas, patente nos diversos empreendimentos urbanísticos e de infraestrutura de transportes e afins que observamos em Luanda (Capital Angolana)”, acrescenta.
Ao final dos trabalhos, Carlos Duarte, que representa também a Câmara Brasil-Angola no Ceará (é vice-presidente da entidade), afirma que “acertamos o compromisso de, num futuro próximo, estabelecermos protocolos de colaboração entre entidades angolanas e cearenses para aprofundar o intercâmbio cultural e econômico entre nações da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)”.
O diretor de Agronegócios da CBP-CE também faz questão de registrar sua impressão de ambiente pacífico em Angola, associado a um forte dinamismo de reconstrução do país rumo à modernidade. “Quem se deslocar para Angola, a negócios ou lazer, certamente escutará expressões como ‘estamos juntos’ e ‘somos irmãos’ em todos os locais e por populações de diferentes estratos sociais e etários”, conclui.
Redação: Aloísio Menescal (MTE 2285/CE)
AD2M Engenharia de Comunicação (55 85) 3258.1001
Fonte: CBP-CE em 25.08.10
Brasília - A estimativa de analistas do mercado financeiro para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) oscilou de 7,09% para 7,10%, neste ano. Para 2011, permanece a expectativa de 4,5%, há 37 semanas seguidas, segundo o boletim Focus, divulgado às segundas-feiras pelo Banco Central (BC).
A expectativa para o crescimento da produção industrial, neste ano, passou de 11,57% para 11,49%. Para o próximo ano, a previsão de expansão da produção industrial foi mantida em 5%.
A projeção para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB permaneceu em 40,77%, em 2010, e em 39,50%, em 2011.
A expectativa para a cotação do dólar também não foi alterada: R$ 1,80, ao final deste ano, e R$ 1,85, ao fim de 2011.
A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) permaneceu em US$ 15 bilhões, neste ano, e passou de US$ 8,68 bilhões para US$ 9 bilhões, em 2011.
Para o déficit em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior) a estimativa passou de US$ 49 bilhões para US$ 49,91 bilhões, neste ano, e de US$ 58 bilhões para US$ 57,90 bilhões, em 2011.
A expectativa para o investimento estrangeiro direto caiu de US$ 32 bilhões para US$ 31 bilhões, neste ano, e de US$ 38,50 bilhões para US$ 38,20 bilhões, em 2011.
Brasília - O saldo comercial brasileiro acumulado em agosto chega a US$ 2,234 bilhões, com média por dia útil de US$ 148,9 milhões, segundo dados divulgados nesta segunda-feira(23) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
Em comparação a agosto de 2008, o resultado representa um acréscimo de 2,4% na média diária. Até o dia 22 de agosto, as exportações alcançaram US$ 13,167 bilhões e as importações US$ 10,933 bilhões.
No ano, o saldo acumulado, em 160 dias úteis, chega a US$ 11,467 bilhões, com exportações de US$ 120,027 bilhões e importações de US$ 108,560 bilhões. A média diária na mesma comparação chegou a US$ 71,7 milhões. Saldo inferior em 39,2% na comparação com o período janeiro a agosto do ano passado.
Angola mantém com o Brasil um convênio que visa a aumentar a qualificação de professores universitários, pesquisadores, profissionais e graduados do ensino do país.
Da Redação, com agência
Luanda – Cidadãos angolanos com formação superior poderão frequentar cursos de pós- graduação em universidades brasileiras em 2010, segundo uma nota da representação diplomática deste país em Angola.
De acordo com o documento, para a referida formação, no âmbito de um Programa de Estudante Convénio de Pós -graduação (PEC-PG/2011), os candidatos deverão ter concluído o ensino superior ou ser portador do diploma de mestrado para os que pretendem o doutoramento, informa a Angop.
O PEC-PG tem com objectivo formar recursos humanos, possibilitando que cidadãos angolanos realizem estudos de pós-graduação em instituições de ensino superior no Brasil, com vista a aumentar a qualificação de professores universitários, pesquisadores, profissionais e graduados do ensino de Angola.
Ainda de acordo com a nota, aos estudantes do Programa é concedida vaga de pós-graduação, além de bolsa de mestrado ou de doutorado e passagem aérea de retorno. É garantida também a assistência médica, o atendimento de suas necessidades básicas, odontológica e farmacêutica pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Os candidatos deverão dirigir-se à Embaixada do Brasil, até primeiro de Outubro deste
ano.
Luanda, Angola, 16 Ago – A produção petrolífera de Angola vai crescer continuamente até 2011, quando atingirá 2 milhões de barris diários, de acordo com projecções da Economist Intelligence Unit (EIU).
Macau, China, 16 Ago - O cônsul-geral de Angola em Macau, Rodrigo Pedro Domingos, defendeu que todos os países de língua portuguesa deveriam fazer um esforço para ter representações consulares ou comerciais em Macau.
Numa entrevista ao jornal Hoje Macau de sexta-feira, o diplomata angolano referiu que a presença de representações consulares de outros países de língua portuguesa em Macau, para além de Angola e Portugal, iria certamente apoiar a actividade das pequenas e médias empresas nesta região na criação de parcerias com congéneres locais.
Pedro Domingos, que se encontra à frente do consulado geral desde a sua abertura há três anos, disse estar certo que Macau vai continuar a desempenhar um papel importante junto dos países de língua portuguesa como facilitador de contactos e de relações económicas com China e junto da Associação dos Países do Sudeste Asiático (Asean).
O cônsul-geral de Angola em Macau disse ainda ao jornal que as relações da China com Angola são excelentes e que nunca passaram "por um relacionamento tão sério, correcto e honesto, como agora".
"A China tem-nos apoiado fortemente e através de várias maneiras, como a concessão de linhas de crédito que envolveu muitas empresas, de modo a erguermos o que, de momento, é mais necessário em Angola, que são estradas, pontes, hospitais, escolas e habitação", assinalou o diplomata.
Pedro Domingos disse ainda estar certo que o facto de Angola presidir durante os próximos dois anos à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) irá representar uma maior dinamização no organismo tendo em conta que o presidente de Angola "é uma pessoa muito atenta aos programas e projectos existentes, entre outros, nos sectores da saúde, habitação, desporto e combate à pobreza".
Na entrevista, o diplomata considerou ainda que "este é o momento de investir em Angola, uma vez que temos uma lei sobre investimentos estrangeiros muito favorável e é um grande país em que há tanta coisa para fazer, na mineração, no comércio, nas mais diversas indústrias e na construção".
Entre os países de língua portuguesa Angola é o segundo parceiro económico da China logo depois do Brasil com trocas comerciais de 11 mil milhões de dólares nos primeiros cinco meses de 2010. (angolahub)
Soyo, Angola, 13 Ago - A administradora da Empresa Nacional de Navegação Aérea (Enana) para a área de gestão aeroportuária, Maria Engrácia Paredes anunciou quarta-feira que vai ser construído um aeroporto internacional no Soyo, nas imediações da área do Lumueno, a 20 quilómetros a sul, da cidade,segundo escreve hoje a agência Angop.
O novo aeroporto permitirá ligações à Europa e às Américas, segundo referiu Engrácia Pardes.
A mesma responsável da Enana disse que enquanto se fazem os estudos para a construção do novo aeroporto a aerogare do Soyo vai beneficiar de obras de ampliação e mlhorias nas salas de embarque e desembarque, áreas de "check in" e outras dependências das autoridades aeroportuárias e companhias aéreas.
As obras estão a cargo da empresa angolana LNG.
Decorrem igualmente trabalhos de recuperação do aeródromo, com 2.000 metros de comprimento e 30 de largura, centrar-se-ão na recelagem da pista e ampliação do actual parque de estacionamento de aeronaves para mais 150 metros.
As obras em referência contemplam ainda a recelagem e ampliação do taxi-way para mais 1,75 metros, bem como serão ampliadas as margens de cada lado para mais 7,5 metros.
A actual pista com apenas 400 metros impede que o Soyo receba aviões de médio e longo porte.
O aérodromo de Soyo recebe cerca de 28 voos diários.(angolahub)
Aumento da renda, do emprego formal e do crédito sustentam o otimismo da indústria e do comércio em relação ao consumo de fim de ano.
Da Redação, com agência
Brasília - Estimastivas feitas pela consultoria MB Associados preveem que os brasileiros devem gastar R$ 98 bilhões neste Natal. É a maior cifra registrada em dezembro e R$ 5,2 bilhões a mais do que foi desembolsado em 2009. Para atender ao aumento de vendas, indústrias que usam insumos importados e redes varejistas que também se abastecem no exterior ampliaram em até 60% as encomendas desses itens em relação a 2009.
Aumento da renda, do emprego formal e do crédito sustentam o otimismo da indústria e do comércio em relação ao consumo de fim de ano. Como a política monetária não será tão contracionista, teremos crescimento importante do varejo no fim do ano, afirma Sergio Vale, economista chefe da MB Associados.
Ele considerou o crescimento real das vendas do varejo ampliado, que inclui, além de roupas, eletrodomésticos e eletroeletrônicos, veículos, motos, partes e peças e materiais de construção. O crescimento é real e desconta a inflação projetada para o período.
Segundo o economista, apesar da política monetária limitar o crescimento no curto prazo, a perspectiva positiva de longo prazo deve estimular as compras do consumidor que está com menos receio de perder o emprego e, portanto, mais propenso a comprar a prazo. As informações são da AE.
Resolução da Câmara de Comércio Exterior reduziu imposto sobre itens para o setor aeronáutico, de informática, telecomunicações e bens de capital.
Diretor da Fead - Faculdade de Estudos Administrativos - lamenta fim de intercâmbio com país africano.
Hélia Ventura

Belo Horizonte
Belo Horizonte - Na noite de quarta-feira (dia 11) a abertura de uma solenidade de formatura em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais (Brasil), deixou curiosa a maioria das pessoas que a assistiam. A sessão iniciou-se com o canto do hino nacional de Moçambique, seguido do hino nacional brasileiro. Outro detalhe chamou a atenção: ao lado da bandeira nacional do Brasil, que adornava o salão do evento, figurava a bandeira de Moçambique.
Somente ao final da solenidade, a presença do país africano em um evento brasileiro foi esclarecida. O diretor da instituição, a Fead - Faculdade de Estudos Administrativos, José Roberto Tavares Paes, ao encerrar os trabalhos, informou que entre os graduandos figurava a moçambicana Celeste José Paulo Nhamúphua, do curso de Administração.
Intercâmbio
Em entrevista ao Portugal Digital e ao África 21 Digital, o diretor da Fead acrescentou outras informações para explicar a presença dos moçambicanos em Minas Gerais. Disse que a instituição mantém um convênio com o país africano há seis anos, por meio do qual recebeu 70 estudantes aos quais concedeu bolsa de estudo integral.
Além da bolsa, outra facilidade foi a não-exigência de exame vestibular para acesso à faculdade, ao contrário do que ocorre no Brasil, pelo fato de os estrangeiros terem passado por um rigoroso processo de seleção no país de origem.
Este intercâmbio é resultado de um acordo firmado entre a Fead e o Ministério de Desenvolvimento Rural de Moçambique, com interveniência do governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria do Estado da Agricultura, explica José Roberto.
Além de Administração e Direito, a Fead oferece os cursos de agronomia, zootecnia e veterinária. O interesse do governo moçambicano à època da assinatura do convênio era ter no país pessoal qualificado nessas três últimas áreas, consideradas prioritárias. Em contrapartida, a Fead ganharia competitividade.
A validade do convênio expira este ano, quando os últimos alunos terminam seus cursos. O acordo não deve ser renovado, segundo José Roberto, porque atualmente não há interesse do governo moçambicano.
O diretor da Fead lamenta o fim do intercâmbio e só tem elogios para os estudanes africanos. "São altamente qualificados, geralmente falam duas a três línguas e possuem uma elevada capacidade de integração", afirma o diretor. Ele acredita que os alunos formados aqui no Brasil irão promover grandes mudanças em seu país.
Segundo ele, a presença dos africanos na faculdade - onde até então não havia estudantes negros - provocou uma grande competitividade. "Foi uma integração fantástica", afirma o diretor, acrescentando que muitos dos alunos formados por meio do convênio continuam no Brasil, fazendo cursos de mestrado e sendo muito bem sucedidos nos concursos a que se submetem na disputa pelos cursos de pós-graduação.
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